Nesta entrada vou falar da GPL e de todas as suas normas e recomendações, não só das normas que me possam interessar, como faz muita gente que ergue a bandeira da liberdade da GPL. Li demasiadas vezes que a venda de software que não desenvolveste, não tem nada a ver com a ética ou valores de cada um, isso é ter uma visão absolutamente tendenciosa da GPL. Pode-se vender e ter valores, e vender e ter mais cara do que costas, é simplesmente a abordagem que lhe dás.
Para começar, eu vivo a GPL há mais de 18 anos, e disse que a vivo, não que vivo da GPL, porque é assim. Devolvo às ferramentas que utilizo de uma forma ou outra constantemente. Há vezes que o farei traduzindo, outras corrigindo bugs, outras liberando plugins livres que estão no repositório, até mesmo no mês em que por plugins Premium me sobra algumas horas, melhoro os meus plugins livres, ou até crio novos (que sobre já não acontece NUNCA, mais bem falta).
Cheguei a ter em marcha um projeto que várias dezenas de milhares de pessoas utilizavam, sites muito importantes do mundo inteiro, incluindo universidades de muito alto prestígio a nível mundial, no qual eu investia em gastos fixos em servidores 800-900€/mês (até que me começaram a patrocinar os servidores SiteGround, coisa que sempre agradecerei), e isso somado a todas as horas de desenvolvimento que coloquei, mais as horas de suporte e manutenção em si durante os 7 anos que esteve em marcha, o dinheiro “real” investido + as horas empregadas que não dedicava a ganhar dinheiro fazendo outras coisas, rondaria meio milhão de euros (sim, 500.000€). Mas se apenas nos focarmos no dinheiro pago fisicamente (porque há muita gente que pensa que o trabalho de alguém não tem valor), temos 7 anos, por 12 meses, por 800€ temos um custo só em servidores de 67.200€. A minha intenção era que o projeto vivesse das doações. Adivinham quanto dinheiro foi doado ao projeto durante todo esse tempo? Pois doações diretas de pessoas, 100€, e após uma coleta, 2.000 a mais. Estou a falar do WangGuard, talvez o melhor anti splog que havia nesse momento (ou assim diziam as centenas de entradas que foram escritas sobre ele em todos os países do mundo). No final fechei por outros motivos que não têm nada a ver com a manutenção e que não importa neste momento. Dentro do projeto utilizava bibliotecas externas que me ajudavam e muito. Eu fixei um pagamento mensal a estas predefinido de 25€ às suas contas de doações durante todos os meses que o utilizei, mais de 2.100€ em doações a projetos GPL que utilizei.
Toda esta introdução é para aqueles que me acusam de não saber o que é a GPL e onde me meti, sois vós que não tendes nem ideia da minha forma de agir, do que fiz nem ao que me dedico, e se continuarem a ler, seguramente se darão conta que a GPL não são apenas umas regras que se interpreta à letra como uma bíblia com o braço levantado, é algo muito mais profundo, e que eles mesmos explicam, mas todos afastam porque «já não interessa».
E agora vamos à GPL, porque é disso que se trata o tema.
Básicamente há duas formas de financiamento dos projetos GPL, uma é pela financiamento direta, seja com doações ou colocando capital humano, e a outra é através da venda de licenças. Se não existe nenhuma das duas, o projeto morre. O território dos plugins premium, é o segundo caso, a venda de licenças que dão direito a algo, e isso financia a evolução deste. Se não há vendas, o projeto é abandonado.
Eu contribuo de muitas formas a projetos GPL seja de forma humana (desenvolvimento) ou colocando dinheiro (comprando licenças ou doando diretamente).
Por exemplo, a imensa maioria das empresas que trabalham com WordPress (e são responsáveis), como podem ser hostings (como SiteGround), empresas (como HumanMade ou Automattic), desenvolvedores de prestígio de plugins (como Yoast ou Pippin Plugins) e todos estes são um pequeno exemplo, têm empregados a trabalhar diretamente no Core do WordPress, sim, têm empregados contratados, ou freelancers que lhes pagam apenas e exclusivamente para que façam o WordPress maior, que é o que eu faço em menor medida, e isso, senhores e senhoras, é a GPL, o devolver ao que te ajuda de alguma forma parte do que te dá.
Os precursores e criadores da GPL, eram os «Hippies» do desenvolvimento. Não lhes cabia na cabeça que alguém rompesse a filosofia do jogo, se querias trabalhar com GPL, devias viver a GPL. Ou seja, qualquer coisa que faças, nunca deve prejudicar o projeto, é para melhorá-lo. Se o que fazes prejudica ou pode prejudicar o projeto, algo estás a fazer mal, embora na GPL diga que a atuação é correta, seguramente é que não captaste a essência ou filosofia.
Algum me chegou a dizer que ele pega X, adiciona a um projeto maior, e vende por 300.000€. Sim, é totalmente correto. Mas para ser justo com a GPL e seguir a sua filosofia, deverias colocar alguém a trabalhar nessa biblioteca que te é indispensável para ganhar esses 300.000€ ou contabilizar que parte do projeto representa essa biblioteca e realizar uma doação do percentual sobre os lucros. Isso seria GPL de verdade, devolver ao projeto parte do que te dá, não utilizar o que outros criaram e enriquecer-se. Nunca viste o botão de doar? Alguma vez o pressionaste? Isso é do que as pessoas afastam o olhar, só ficam com a “liberdade de”, que repito que foi criado por um “hippie” que não lhes cabia na cabeça que alguém não o fizesse, porque pensavam que apenas outros «hippies» se iriam juntar à GPL.
Dado que isso há já algum tempo as pessoas não querem aceitar, só há que ver a fortuna que eu fiz com o WangGuard, muitos de nós temos seguido pelo caminho dos plugins premium, ou seja, “doações obrigatórias” para ajudar na manutenção e desenvolvimento contínuo, que não é uma venda para viver melhor. Tudo correu bem, até que apareceram (e cada vez mais) sites que dão centenas, até milhares de plugins premium por uma subscrição de dinheiro, ou por um pagamento inferior ao que o desenvolvedor vende.
E novamente estamos com a utilização de uma norma de forma parcial. Na GPL diz exatamente:
Posso vender cópias do programa com a GPL?
Sim. A GPL autoriza qualquer pessoa a fazê-lo. O direito de vender cópias é parte da definição de software livre. Exceto em uma situação particular, não existe limite ao preço que pode colocar. (Essa exceção é a oferta escrita de fornecer o código fonte, que deve acompanhar os binários obrigatoriamente quando estes forem distribuídos sem o seu código fonte.)
Bem, está claro que a GPL permite vender, qual é o problema? O problema é que ninguém segue o link que há em “direito a vender cópias”. Se alguém o segue, embora já saia da “norma” literal, podemos ver que, entre toda a extensa explicação da liberdade de vender, isso outro:
O software livre é um projeto comunitário, e todo aquele que dependa do projeto deveria buscar formas de contribuir para construir a comunidade. Para um distribuidor, a maneira de fazê-lo é doar parte do lucro à Free Software Foundation ou a algum outro projeto de desenvolvimento de software livre. Financiando o desenvolvimento, pode melhorar o mundo do software livre.
Distribuir software livre é uma oportunidade de obter fundos para o desenvolvimento. Não a desperdice!
Para contribuir com dinheiro, é necessário ganhar dinheiro. Se colocar um preço demasiado baixo, não lhe sobrará nada para contribuir para o desenvolvimento.
Anda, pois parece que, embora permita vender o software que outros desenvolveram, parece que a filosofia ou o fundo (embora não o diga diretamente) não é que alguém ganhe dinheiro, mas sim ganhar dinheiro com o fim de poder doar, seja tudo ou parcialmente. Como já disse anteriormente, o fim de todas as regras é para fazer o software maior, não para destruí-lo. Se a regra tivesse sido pensada para que uns desenvolvessem e outros levassem todo o dinheiro, seria uma regra destrutiva em si mesma.
Básicamente, existem umas regras na GPL, mas sempre que forem aplicar uma delas têm que se perguntar, isso beneficia de alguma forma o projeto que vou fazer? Sim ou não. Se for sim, avante, se for não, tens a obrigação moral com a GPL de olhar como devolver isso.
Qualquer negócio de venda de plugin que desenvolvem outras pessoas. Por muito que seja GPL, não significa que estejam a fazer o correto se o fazem para o seu próprio e único benefício. Outra coisa é que um percentual (e não falo de trocados) volte aos desenvolvedores para que continuem com o desenvolvimento, porque se não for assim, serão os culpados pela desaparecimento do projeto. O problema de alguns modelos de negócio, é como devolvem parte dos lucros a 1.500 plugins/desenvolvedores se é uma subscrição ridícula (mas eu vos darei uma solução no final, não desesperem se já têm o Pepito Grillo atrás da orelha).
A GPL vive de dar e receber, se recebes graças à GPL, deves dar à GPL (devolver). Se recebes da GPL e não devolves à GPL, não utilizas/acreditas/constróis sobre a GPL, aproveitas-te da GPL e das suas regras básicas, não do seu espírito e essência, e por isso, não ganhes dinheiro colocando como desculpa regras da GPL, porque não é assim, manipulaste-as para o teu benefício e não para o benefício da GPL.
E assim que este é o motivo de comprar as licenças aos desenvolvedores, porque em qualquer outro que compres o plugin, não estará a aportar nada ao projeto, e se esses sites os vendem mais barato que o desenvolvedor, o que provocam é que o desenvolvedor não tenha dinheiro para desenvolver essa ferramenta que tanto precisas, que te agrada e que ninguém mais te oferece. O que estás a fazer é morder a mão de quem te alimenta, e no final não ficará mão e ficarás sem ferramenta. Mas digo-te um segredo, existe a regra de compartilhar. O que sois 5 amigos ou conhecidos que precisam de um plugin de 80€? Pois compram entre todos. Apenas um dos sites poderá receber suporte a melhor, mas seguramente não será um problema grande de verdade. Lógicamente disse 5 amigos, não disse um clube de compra que compre uma licença, e a utilizem 100, 1.000, 100.000 sites. Está permitido pelas regras? Sim, mas isso é destrutivo para o software, assim que esses 100.000 sites talvez fiquem sem essa magnífica ferramenta em um ano por falta de financiamento do projeto. E sim, não é ético nem moral, porque não contraria a regra, mas sim o seu espírito e é o que a muitos não lhes convém dizer, saber ou conhecer.
Para personalizá-lo um pouco, o meu plugin de Redsys levo 7 anos a desenvolvê-lo, mais ou menos, entre desenvolvimento, refatorações, investigação, etc, o custo já ascende a uns 90.000€, repito, são 7 anos de desenvolvimento sem parar, com uma atualização nova a cada 2 semanas aproximadamente. O custo de venda é de uns $80 aproximadamente, dos quais, eu levo $48 aproximadamente, que, após a conversão, são 40€ mais ou menos. Todos esses são números redondos. Se isso aplicarmos em horas, significa que a um custo de desenvolvimento de 60€/h, não chega nem a uma hora, e é que, embora o custo fosse de 45€/h, continuaria a não chegar. Para que a mim me compense desenvolver uma hora, devo vender no mínimo 2. Com isso teria para desenvolver uma hora e pouco.
Posso assegurar que cada € que ganho com o plugin, reinvisto em horas de desenvolvimento (só há que olhar o changelog para ver a sua contínua evolução), e estou a dizer horas de desenvolvimento, as horas que estou a dar suporte “as ofereço”, logicamente as pessoas que adquirem a licença é precisamente pelo suporte e as atualizações, por isso o coloco entre aspas, porque não é que não tenham pago por ele, sou eu que mentalmente não quero investir o dinheiro que pagam no suporte (dando-o por suposto) e invisto cada euro em tempo em desenvolvimento. Simplesmente faço isso porque gosto de desenvolver, tenho uma mente inquieta que adora criar e dar soluções, até a problemas que as pessoas ainda não sabem que têm. Vou pela rua o dia todo anotando flashes de ideias que me vêm e anotando-as para implementá-las (momentos mini eureka). Se o dinheiro o investisse puramente em suporte, posso assegurar que muito poucas atualizações sairiam neste momento. Há ideias que adoro, mas não as posso implementar pelo tempo que me levariam.
O que é que sucede? Pois é bem simples. Tornaram-se populares nos últimos anos os sites de revenda de plugins com um preço inferior, ou diretamente por subscrição e logicamente não aportam ao projeto como é o espírito da GPL, isso sim, a regra de que o podem vender a fogo. Pois se isso continuar assim, terei que dedicar mais tempo a projetos de terceiros do que aos meus, com o que todos perderemos (projetos a medida que não valerão 80€ como um simples plugin premium, valerão 30.000€ porque terão que pedir a alguém expressamente). Mas não só eu, todos os desenvolvedores que criam software livre.
Agora se entende por que é tão má ideia pensar que é melhor comprar o plugin em outro site que é mais econômico?
Depois de ler de verdade tudo o que coloquei, atrever-se-ia a dizer que a GPL me deixa vender os desenvolvimentos de outros a menor preço? A GPL recomenda que vendas se o vais doar total ou parcialmente para poder aportar economicamente e se não o fazes assim, acabarás com o projeto, e não, não é GPL por muito que queiras vendê-lo assim.
Queres revender plugins e ter um negócio GPL 100% amigável com o desenvolvedor? Pois não é tão difícil, só que as pessoas sempre optam pelo caminho fácil mas destrutivo.
Criem um clube de compra de plugins, comprem um plugin, vamos pôr o meu de Redsys. (70€), agora vendam-no mais caro, por exemplo, a 100€, com o que têm uma diferença de 30€, lembra-te que eu ganhava mais ou menos 40€, com o que ganharias um pouco menos que eu e por não fazer nada. Mas há uma diferença, que tu o vais vender com pacotes para por exemplo 5 pessoas, ou seja, cada licença que tu comprares, revendes repartida a 5 pessoas. Isso quer dizer que o custo para cada pessoa será de 20€
Não te parece um negócio impressionante e ao mesmo tempo sustentável? Não prejudicas o desenvolvedor, ganhará menos, sim, mas há muitos números que globalmente vendem mais, aportas parte dos teus lucros de forma continuada ao ires comprando licenças continuamente que revenderás entre 5 pessoas e asseguras o futuro dos projetos que te dão dinheiro. E isso é um negócio GPL 100%, não como tudo o que há por aí que muitos se esforçam em branquear.
Se de verdade queres manter o ecossistema de software livre, deves preocupar-te com ele e cuidá-lo. Se vês um site que vende plugins, pergunta-lhes o que leva o desenvolvedor das vendas que eles realizam. Apostamos que responderão?
Se chegaste até aqui, fico muito agradecido. Estarei ainda mais agradecido se alguém (amigo, conhecido, cliente ou familiar) te disser que não há problema em vender o software que desenvolveu outro (ficando com tudo ele), ou comprar nesse site que está mais econômico, ou descarregá-lo de sabe-se lá onde já que está permitido pela GPL, lhe faças referência a esta entrada, porque espero que tenha sido capaz de transmitir-te que é uma deturpação do espírito da GPL e não é de forma alguma sustentável, é destrutivo por si mesmo e falta de ética, por muito que alguns insistam que a ética não tem nada a ver.
Muito obrigado.


Gracias por el post, me ha quedado claro que es la GPL y lo poco éticos que son los sitios que te venden un curso con el plugin de regalo, dejando el curso a la mitad de lo que vale el plugin y sin dar ni un céntimo al desarrollador…
Un saludo, tienes el cielo ganado!
Muchas gracias 🙂
Hola José, me alegro mucho de leer tu post porque pocas veces tenemos ocasión de discutir de este tema en español de una manera profunda más allá de cruzar 3 o 4 tuits con todas las limitaciones que ello conlleva.
Estoy muy de acuerdo contigo en lo que planteas, sobre todo porque has tocado 2 temas que creo que son determinantes en esta cuestión:
1) El espíritu de la licencia, que trata de mantener el libre acceso al código y para ello la redistribución debe ser libre también, pero cuyo objetivo es extender el uso del SL a través de la financiación del desarrollo.
2) La naturaleza de la época en la que se creo la GPL.
Este segundo punto se trata pocas veces pero es que debemos recordar que conseguir una distribución de GNU Linux hasta el 97 o 98 no era cosa fácil y tenía sentido cobrar por redistribuirla.
Hoy todo ha cambiado y cualquier soft colgado en la red es perfectamente accesible, por lo que la pura redistribución NO APORTA NADA al ecosistema de la GPL. El único valor que se demuestra con ella es el arte con el SEO para el beneficio propio y limitado en la mayoría de los casos. Sin embarga reconozcamos que en otros si que se aporta a la comunidad de desarrolladores, que cada palo aguante su vela.
Sin embargo para que todo esto siga funcionando no queda otra que mantener las 4 libertades tal y como son así que me temo que tendremos que seguir lidiando con situaciones como las que tú has sufrido y apelar al código ético entre compañeros y a la responsabilidad de aquellos que amamos el software libre y que pensamos que puede cambiar el mundo.
Un abrazo y mucho ánimo, amigo
Eso mismo, yo nunca negaré que se pueda vender, el problema radica en la intencionalidad final de esa venta, ¿Lo haces para lucrarte o para aportar al desarrollo?
La pregunta es sencilla, pero pocos quieren hacerla porque la respuesta les es incómoda.
Si buscas en internet, siempre encontrarás que sólo hablan de que está permitido vender el software desarrollado por otro, pero nunca hablan de la finalidad de esta regla. Como bien dices, incluso en el ejemplo cuando lo explican en GNU, hablan de cobrar por EL COSTE del CD y que saques beneficio tanto para ti como para el proyecto. Ese es el espíritu de la GPL. Ahora muchos se acogen a «la regla» y la enfocan como quieren perdiendo su finalidad y espíritu.
Gracias José por este artículo tan clarificador y que tanta falta hacía. Yo realizo algunos plugins a medida para las necesidades concretas de mis clientes y estos saben que al final un plugin les sale por 1k, 2k ó $6.000 muy fácilmente, por lo que tener plugins distribuidos a gran escala por 100 o 200 € no es nada, aunque a algunos usuarios les parezca caro. Si proliferan estos mercadillos donde el beneficio va a parar exclusivamente a un distribuidor sin pasar por el creador (¿alguna similitud con los agricultores?), se acabará con los creadores y el usuario tendrá que acabar pagando los precios “a medida”. Además, en tu caso, plugin de sistema de pago, ¿de verdad los usuario prefieren un plugin sin soporte que el tuyo oficial de WooCommerce?, es penoso, fiar la tarjeta bancaria de los clientes a un software que no nos da soporte y sólo por ahorrar 40 ó 50€ al año.
De nuevo José, gracias por la entrada tan necesaria.
Muchas gracias a ti 🙂
Y si, me parece una irresponsabilidad comprar o descargar una pasarela de pago, sea la que sea y de quién sea, de cualquier sitio que no sea el del desarrollador o de dónde lo vende el desarrollador de forma ofical. En si todos me lo parecen, pero una pasarela de pago estás jugando la seguridad de tus clientes.
Me encanta, realmente! Hasta el final sales grande José. Estas ofreciendo soluciones que ni siquiera te convienen creo.
“cada licencia que tu compres, se la revendes repartida a 5 personas. Eso quiere decir que el coste para cada persona será de 20€” . Flipo contigo Jose, eres demasiado bueno 🙂
No se yo lo veo de otra forma!
Si alguien quiere revender un plugin premium que un crac como José desarrolla desde hace años, pues lo primero de todo, ponte en contacto con José. No seas subnormal!
Tienes que ver como lo puedes montar con el, que seguro le podrías convencer mientras es sostenible y justo. Y hasta podría crear una relación a largo plazo y ganar todavía mas promocionando su producto(s). Le permitiría desarrollar mas funcionalidades, mas plugins etc… imaginate colaborarías a su crecimiento! Que grande saldrías no?
Bueno, me encanta tu post José pero tristemente creo que la gente que es capaz de hacer eso y no ver que hay un Gran problema, resultara difícil cambiarle el chip…
Un abrazo!
Muchas gracias Ben,
Es que todo siempre tiene una solución constructiva y no destructiva. Lo que parece que no quiere entender la gente es que están abusando de la GPL con un negocio no constructivo, todo lo contrario, destructivo.
Las reglas de la GPL se resumen en una sola. Hagas lo que hagas, que no perjudique al software, es así de simple.
Otro abrazo 🙂
En el momento que llamas “hippies” a los creadores de la GPL pierdes la razón en todo.
Te aprovechas de una plataforma libre como Worpdress para ganar dinero. Si no te gusta su licencia, puedes crear tu propia plataforma y crear los plugins que quieras , no?
Un saludo.
Si que estaban vistos así, no es mi visión, era la visión que tenía la gente de ellos al principio de todo, y yo tengo y mantengo cantidad de plugin gratuitos en le repositorio de WP. Solo tengo este de pago, y por el mero hecho que es la única forma de poderle dedicar tiempo, porque NADIE realiza donaciones, NADIE.
Y me parece que no has entendido nada de lo que has leído, o no has prestado nada de atención. Siendo un Full Stack Developer que busca trabajo sobre software libre, por tus palabras se desprende que no vas a querer cobrar ¿no? Porque eso sería «aprovecharse de una plataforma libre para ganar dinero» ¿o ya cambia la cosa? ¿Me podrías indicar por favor todo lo que haces sin cobrar nada en favor del software libre? Desarrollos, plugins, conferencias, ayuda en los foros, ayudas a desarrollos para ONG’s, etc, cualquier cosa me vale (todo lo anterior lo hago yo a diario sin cobrar nada) y TODO lo que gano con el plugin, lo invierto en horas en todo lo comentado y en otras cosas en favor del software libre y de la comunidad.
Muchas partes de WordPress, BuddyPress, bbPres y WooCommerce tienen muchas líneas de código desarrolladas por mi, muchas, sin contar todos los plugins míos libres que se pueden encontrar en el repositorio de WP.
Saludos
¡Vaya historia! Me parece increíble todo lo que has invertido en proyectos como WangGuard. Es una pena que las donaciones no hayan cubierto ni una fracción de los gastos. 😮
Me queda la duda, ¿crees que la comunidad debería hacer más para incentivar las donaciones o crees que tal vez haya que buscar otras formas de financiar proyectos GPL para que no terminen desapareciendo? 🤔
Hola David,
En el repositorio hay un enlace para donaciones en cada plugin (si el desarrollador pone el enlace para ello). El problema es que la gente entiende que los plugins son gratuitos, cuando en la realidad son libres, es decir, la diferencia entre libre y gratuito, es que el gratuito es eso, gratuito, mientras que el libre puedes hacer con él lo que quieras, pero no quiere decir que sea «gratuito». ¿Los plugins libre son gratuitos? «Se podría interpretar que si», pero lo que está detrás del libre es que la gente aporte de alguna forma, ya sea ayudando a su desarrollo, dando soporte, económicamente mediante donaciones, etc.
Lo que se necesita es un cambio de mentalidad. El software que se ofrece gratuitamente, muchas veces llevan algo detrás, como publicidad, captura de datos para su venta, lo que sea, es decir, la persona que utiliza un plugin gratuito, automáticamente se convierte en un producto más del desarrollador. Por el contrario, los plugins libres no añaden publicidad de terceros, no obtienen datos para venderlos, etc (o no deberían), su recurso son principalmente las donaciones. Esa es la diferencia entre uno y otro. Si no se aporta a ese plugin de una forma u otro, y en muchos casos principalmente con donaciones, muy posiblemente será abandonado y cabe la posibilidad que alguien lo continue, pero si lo abandonan es porque nadie se ha tomado algún tipo de molestia en él para ayudar de alguna forma, así que puede que desaparezca.
Así que si un proyecto gusta, lo necesitas, te ayuda en tu día a día, y a demás te ayuda a ganar dinero, ¿Qué menos que aportar un poquito de lo que ganas mediante una donación? Pero esto es un cambio de mentalidad complicado de explicar en muchos casos, ya que el Free está mal entendido, en todo el mundo el Free lo entienden como Gratis, cuando en la realidad es Libre.
Mucho software y plugins libres han desaparecido porque el desarrollador ya no tenía tiempo para continuar con él, y no tenía tiempo porque se debía ganar la vida, y eso repercutió a mucha gente que tuvo que buscar software privativo en muchas ocasiones, es decir, por no realizar una donación de por ejemplo 15/30€ año, tiene que comenzar a pagar 200/300€ (o más) al año, y a demás sin poder tener acceso a su código para poder realizar cambio o mejoras puntuales que pudiera necesitar.
Cuando la gente comience a entender la importancia del software libre y lo que significa, quizá se de el cambio de paradigma.